terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Aguardando “50 tons de cinza”, o aguardado

Se você gosta de uma novidade e de cinema como eu, deve estar sabendo da estréia do aguardado filme baseado na trilogia da escritora E.L.James, "Cinquenta tons de cinza" (originalmente, Fifty shades of grey). O filme que até agora tem bastante divulgação e está sendo mantido em total sigilo por aqueles que já assistiram, será lançado nos EUA no dia 12 de fevereiro, data comemorativa do dia dos namorados no país, o que seria um motivo ótimo para as solteiras se alegrarem com a data (e as casadas, viúvas, noivas... também).

Na trama, Anastasia Stelee (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, muito recatada e virgem que, um dia, precisa entrevistar para o jornal da faculdade o milionário Christian Grey (Jamie Durnan). 

Assim começa uma relação exótica entre os dois que revela os fetiches ousados de Grey e a submissão de Anastasia ao sadomasoquismo. Em meio a vários artistas cotados para os papéis dos protagonistas, como a própria Angelina Jolie, que acabou por não se identificar com o mesmo, a escolha da estreiante Dakota Johnson, me deixou meio sem palavras, por achá-la sem graça demais, porém para o papel talvez ela se encaixe, visto o perfil de Anastasia. Jamie por outro lado ficou por substituir Charlie Hunnam, que desistira do papel assustado com a repercussão do filme. 

Apesar de nos livros a autora introduzir Christian como um homem mais velho, um grisalho que ficaria ótimo se fosse o George clooney, a substituição não desaponta, pelos olhares e boas atuações que podem ser notadas nos traillers e teasers do filme.Outro ponto forte da adaptação é a trilha sonora aprovadíssima de Beyoncé, com as músicas "Haunted" e uma versão especial de "Crazy in love" que inclusive é citado no segundo livro da obra.

Apesar da obra ser inteiramente erótica, o filme contém cenas de sexo bem leves, o que não faz dele um filme pornô como esperado, nem um filme de romance em si. O próprio Durnan, em entrevista ao jornal britânico "The Observer" alegou que suas partes íntimas não apareceram no longa.

"Já estava no contrato que o público não veria meu, hum..." Pênis? "Sim, meu pênis". "Você quer apelar para um público maior possível sem extrapolar. Você não quer fazer algo gratuito, feio e gráfico", diz ele.

O filme que é um dos mais aguardados para esse ano, até agora tem tudo para ser um sucesso como a trilogia literária que foi traduzida em 52 línguas e já vendeu mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo.