terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Video clipes que não são cliches


Não é novidade para ninguém o impacto que um vídeo clipe pode ter em uma música. Muitas vezes ela pode nem ser boa, mas com um bom efeito, uma coreografia, ou um emaranhado de mensagens subliminares (às vezes sem sentido mesmo), ela pode salvar uma simples canção, ou até mesmo fortalecer a letra.
O chato é que com a evolução dos mesmos, tem se observado uma repetição sem graça ou total falta de originalidade. Mas, como salva as exceções, eu busquei mostrar os clipes atuais que mais fogem do clichê, e alguns icônicos para ressaltar ainda mais a genialidade dos Picassos da música.
Sem mais delongas, eis as Monalisas:


The scientist – Coldplay 


Lembra da ideia de reforçar a letra? Esse é um bom exemplo do uso dessa técnica. Com a dramaticidade de se fazer coisas fora da ordem cronológica e a ideia de volta no tempo para evitar uma tragédia, a união da melodia desacelerada embebedada em trechos ora questionáveis, ora esperançosos, é notável observar a perfeita sintonia entre a dupla música-clipe.

Video clipes de Michael Jackson


Um dos principais pioneiros nas artes dos vídeo clipes, não poderia ficar de fora, afinal, foi ele que criou obras primas cinematográficas de clipes como Thriller, Beat it, Smooth Criminal, e muitos outros, que são ícones até hoje. Suas coreografias impecáveis e características servem de referencia para qualquer artista da atualidade e o elevaram para um lugar nas lendas da música.

Chandelier – Sia


Considerado o melhor clipe de 2014 pela Billboard, Chandelier é um dos poucos clipes da atualidade que apresenta uma coreografia inteligente e original. A linha tênue entre o vicio e suicídio, são expressos de forma desesperada e marcante, mostrando uma realidade muito atual na modernidade e uma luta pessoal da cantora. Os cenários e roupa sóbrios focalizam a atuação e dança de Maggie Ziegler, e a letra que mostra tanto o incentivo em continuar no vício, quanto o arrependimento e momentos de fraqueza, completam o mix de acertos.

Only the Young – Brandon Flowers


Em meio a belos cenários, sonoridade e dança, é frustrante ver que esse clipe não foi valorizado. Pode não ser um produto da mídia das música chiclete ou das pop alienadas, mas seu som doce e enigmático, penetra e nos tranquiliza instantaneamente. As acrobacias em slow motion do Circu du solei e cores presentes no clipe também nos dão a sensação de paz de espírito. Indico em momentos de nervosismo!

Here with me – The killers


Não é por ser fã de The killers, mas por Tim Burton que faço referencia ao vídeo clipe. A marca gótica presente em seus filmes, aqui não passa despercebida, é até exaltada, e o “filme” casa com a música, que mostra de maneira fantasiada as obsessões por famosos.

It’s oh so quiet – Bjork


Para quem curte musicais, seria de grande aproveitamento ver esse clipe, que transforma o convencional em um show de imaginação. A voz autêntica de Bjork, dá presença e enfatiza os momentos de alegria do clipe tornando tudo muito mais agradável e único.

This is Gospel – Panic!at the disco


O amadurecimento da banda introduz um clipe muito mais sério, que nos faz refletir sobre a vida e a morte. Em alguns casos, não seria melhor deixar alguém morrer ao invés de prolongar o sofrimento? Essa é a pergunta que me fiz principalmente após entender a letra e analisar o clipe. Uma questão muito interessante e pouco explorada.

Espero que tenham gostado! Indique clipes, assistirei com o maior prazer, obrigada!







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